Quarta-feira, 27 de Outubro de 2004

CRONICA POLICIAL:

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O POLICIAL COMO CIDADÃO


O policia é, antes de tudo, um cidadão. Como qualquer um, seu quotidiano é feito de relações pessoais, afectos e desavenças, esperanças, angústias e contas a pagar. Já há muito tempo, as condições de trabalho destes servidores estão a exigir uma atenção especial das associações, dos governos e da sociedade. Expostos a uma rotina marcada pelas mais insondáveis tensões; convivendo, de uma forma ou de outra, com o frágil equilíbrio entre a vida e a morte; submetidos, via de regra, a uma estúpida sobrecarga de trabalho.


As tarefas de policiamento são imprescindíveis. Trata-se, bem entendido, de uma das atribuições essenciais do Estado. A polícia que temos, por certo, está muito longe daquela que desejamos. Sua formação é precária e, em largos aspectos, distanciada de um conceito moderno de policiamento concebido como afirmação e garantia dos Direitos Humanos. A herança de décadas de autoritarismo ainda se faz presente no interior das corporações policiais. Desvios de conduta e práticas de corrupção terminam por comprometer qualquer padrão de eficácia e, mesmo quando punidos, atentam contra a imagem das instituições. Como se não bastasse, nossa polícia não conta com os mais básicos recursos científicos e tecnológicos de que necessita. Suas carências em áreas vitais como informação, comunicação e armamento, para citar algumas, são mais do que conhecidas. Todas estas debilidades, confrontadas ainda com o avanço da criminalidade - nomeadamernte com o incremento do crime organizado, agravam as condições de policiamento em nosso país.


Os efeitos já são há muito sentidos pelo conjunto dos cidadãos. Ocorre que também os policias são vitimados pela mesma insegurança que nos aflige. Obrigados a garantir a nossa segurança, os policias trabalham inseguros. Voltados à protecção de nossas famílias, exige-se deles que não zelem por suas próprias. Lembrados quando se trata de proteger a propriedade dos mais favorecidos, os policias nada possuem. São estas condições inaceitáveis que emprestam aos movimentos reivindicativos em curso plena legitimidade. Por isso, cabe à sociedade apoiar as demandas das categorias policiais e ao governo atendê-las, urgentemente.


 


Para o bem da Nação,


 


António Soares


27-10-2004

publicado por antoniopiressoares às 19:02
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